Av. AZENHA – UM INÍCIO

Imagem da Av. Azenha por volta dos anos 1930.

Requalificação de paisagem urbana e cultural é um assunto atualmente muito difundido nos grandes centros urbanos, não somente pela degradação em que muitas áreas destes centros se encontram, mas também porque cada vez mais os poderes públicos elaboram planos diretores e estratégias a fim de proteger o patrimônio existente, além daqueles que estão por vir.
Inicialmente, este movimento desenvolveu-se a partir das idéias do City Beautiful, que nasceu na última década do século XIX, tendo Daniel Burnhan como líder e grande difusor de seus conceitos.

Resumidamente, o movimento ficou caracterizado basicamente por duas correntes:

– uma que priorizava a infraestrutura urbana, privilegiando apenas as necessidades físicas das cidades;
– e a que focava no poder estético, social e de civilidade, realizando um mix destas três matérias para elaborar um projeto urbano;

Peculiaridades do movimento à parte, a partir dos anos 2.000, a segunda corrente passou a ser largamente difundida por urbanistas do país e do mundo. Centros urbanos foram requalificados a partir da ótica do triângulo poder público x poder privado x desejos/necessidades da população, dando voz a cada um dos três segmentos, envolvidos com aspirações particulares às áreas degradadas em que se inseriam.

Inicia então, a partir do cruzamento destas informações, a formatação do que é o projeto urbano ou, no mínimo, o que ele deveria apresentar. Atender ao máximo possível o complexo programa de necessidades, gerado a partir dos resultados e análises destas três entidades, torna-se urgente.

Dentro desta perspectiva, considerando que já existe um movimento pretendendo a reestruturação da Av. Azenha no intuito de requalificar e proteger a área, hoje majoritariamente comercial, os proprietários de imóveis, comerciantes e o poder privado (construção civil) travaram debates e propuseram metas e soluções. Entretanto, estes debates ainda estão sob forma embrionária, sem muitas certezas e com o rumo duvidoso.

Para que se chegue a uma conclusão adequada do que se deve fazer na área, a coleta e análise de dados atualizados, relacionadas com estudos de conceitos que visem a geração de valor e melhoria de qualidade de vida, podem contribuir para a requalificação, de fato, para a área. Sem esta análise científica, um projeto de revitalização pode desconsiderar potenciais e até mesmo, diminuir o valor percebido que determinada área possui perante seus usuários, transformando uma oportunidade valiosa para a cidade em maquiagem de pouca duração.

[Texto resumindo o projeto de pesquisa da autora – projeto de pesquisa aprovado em seleção no curso de mestrado em planejamento urbano e regional PROPUR/UFRGS, 2012]

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